Este exemplar do esportivo japonês tem chassi T000233 e tem pintura vermelha Formula Red combinada ao teto preto e à cabine revestida de couro preto. Este exemplar integrava uma frota de três unidades cedidas pela fabricante ao brasileiro. Enquanto os outros dois veículos tinham carroceria preta, o qual um deles permanece no Brasil em posse de sua família.
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Foi ao volante deste exemplar, que ficava baseado em Lisboa para os deslocamentos do piloto pela Europa, que o tricampeão chegou ao circuito de Estoril para disputar o Grande Prêmio de Portugal de 1991, prova em que largou na terceira posição e cruzou a linha de chegada em segundo lugar. No mesmo ano da conquista do seu terceiro mundial, o carro protagonizou cenas de arrancada no documentário Racing Is In My Blood (1992) e a célebre fotografia em que o brasileiro lava a carroceria com uma mangueira.
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Como Ayrton Senna ajudou a desenvolver o Honda NSX?
Ayrton Senna atuou diretamente na validação dinâmica do Honda NSX em 1989, durante testes no circuito de Suzuka, no Japão. Ao avaliar o protótipo inicial e considerar a estrutura frágil sob carga severa, o piloto exigiu ajustes que levaram a engenharia a ampliar em 50% a rigidez estrutural do monobloco de alumínio e recalibrar a suspensão.
O projeto do esportivo havia começado em 1985 sob a chefia do engenheiro Shigeru Uehara, com a meta de estabelecer o primeiro automóvel produzido em série no mundo com carroceria e chassi monobloco integralmente estampados em alumínio. Para dar forma ao modelo, os designers buscaram inspiração no caça militar F-16, desenhando uma cabine avançada que favorecia a visibilidade em 360 graus nos traçados sinuosos.
Honda NSX 1991 Reprodução/Internet
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A produção exigiu a inauguração de uma fábrica dedicada em Tochigi, no Japão, em 1990, onde a cadência de montagem era restrita a 25 unidades diárias executadas manualmente. Quando chegou ao mercado japonês em setembro daquele ano, a demanda superou a capacidade produtiva e gerou filas de espera de até três anos, além de servir de laboratório para o nascimento da configuração aliviada NSX-R em 1992.
Qual é o motor e o desempenho do Honda NSX de 1991?
O Honda NSX de 1991 utiliza o motor central-traseiro C30A, um V6 3.0 aspirado a gasolina desenvolvido especificamente para o cupê e dotado de comando de válvulas variável. Na especificação europeia destinada a Portugal, o propulsor entrega 274 cv de potência e 29 kgfm de torque, alcançando 265 km/h de velocidade máxima com câmbio manual.
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Embora o catálogo do leilão em Londres não detalhe, o veículo segue o padrão homologado pela marca para a Europa e para os Estados Unidos, onde foi comercializado sob a divisão Acura. O posicionamento transversal do bloco V6 3.0 aspirado entre os eixos permitia um equilíbrio dinâmico superior ao de rivais da época, priorizando a tração em saídas de curva.
Qual foi o histórico do Honda NSX após a morte de Ayrton Senna?
Após o acidente fatal de Ayrton Senna em Imola, em maio de 1994, o Honda NSX permaneceu em Portugal e recebeu um novo registro de propriedade dez meses depois. O cupê passou pela concessionária portuguesa Nipomotor em 1997, teve compradores no Reino Unido em 2009 e no Japão em 2024, antes de retornar a Londres para o leilão.
<span class="hidden">–</span> Reprodução/Internet
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Durante sua permanência no continente europeu, o esportivo participou das homenagens pelos 25 anos do falecimento do piloto brasileiro no autódromo de Imola, na Itália, em 2019. Naquela cerimônia, o exemplar foi conduzido na pista por Giancarlo Minardi, fundador da antiga equipe de Fórmula 1 e dirigente do circuito italiano, mantendo a quilometragem e a mecânica originais preservadas.
Para sustentar o valor milionário perante os colecionadores, o lote inclui um dossiê de autenticidade composto pelo manual de garantia original e pelos registros de propriedade emitidos em Portugal. O pacote documental traz ainda a cópia do fax original emitido pela Honda — posteriormente ratificado pela divisão Honda Motor Europe — que certifica o vínculo direto do chassi com o piloto brasileiro.

