A região de Campinas (SP) registrou 61 boletins de ocorrência, entre janeiro e agosto de 2026, de acidentes de trânsito nos quais os motoristas fugiram sem prestar socorro. Dois dos casos aconteceram no último fim de semana, em Hortolândia (SP) e em Sumaré (SP) — relembre abaixo.

🚘 Também é considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que pode resultar na suspensão do direito de dirigir e na retenção do veículo.

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De acordo com os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, Campinas lidera o levantamento regional com nove registros, seguida por Indaiatuba (oito) e Americana (sete).

Em todo o estado de São Paulo, foram contabilizados 571 casos de omissão de socorro no trânsito no mesmo período, o que representa uma média de 2,35 ocorrências por dia.

Mulher morreu após ter carro atingido na traseira na Rodovia SP-101 em Hortolândia

No último sábado (31), em Hortolândia (SP), uma mulher de 39 anos morreu após o carro em que estava com o marido e dois filhos ser atingido por outro veículo em alta velocidade. A família suspeita que o autor participava de um racha e fugiu com a ajuda de outro motorista. A Polícia Civil identificou o suspeito e faz buscas.

Já neste domingo (1º), em Sumaré (SP), um motociclista de 32 anos morreu após ser atingido na traseira por um Camaro na Rodovia Anhanguera (SP-330). Segundo a Polícia Civil, o motorista de 46 anos fugiu do local.

A fuga também agrava o sofrimento das famílias, como relatou Tamires Martins Moura, filha de uma motociclista atingida por um carro que avançou o sinal vermelho há um ano. O motorista fugiu, mas foi localizado após a família analisar imagens de câmeras de segurança.

"Ele foi preso naquele dia, prestou depoimento, como não foi flagrante, ele foi liberado, o carro foi apreendido e a gente está esperando a Justiça acontecer", afirmou.

Legislação de trânsito

Motociclista morre após ser atingido por Camaro na Anhanguera, e motorista foge sem prestar socorro

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), deixar o local do acidente só é permitido em caso de risco iminente à integridade física do condutor, como ameaça de linchamento ou risco de explosão. Ainda assim, é obrigatório acionar o resgate.

A advogada criminalista Adelaide Albergaria explicou que a fuga geralmente ocorre para evitar flagrantes de excesso de velocidade, embriaguez ou racha.

Em casos graves, a ajuda imediata de testemunhas é fundamental. Em abril, o irmão e a mãe de Caique Prado morreram atropelados na Rodovia Santos Dumont (SP-075). Ele contou que motoristas que passavam pelo local pararam para sinalizar a via, evitando que o irmão fosse atingido novamente.

"Com essa ação da testemunha, preservou os órgãos do meu irmão. Então, através disso, meu irmão conseguiu ainda doar órgãos e alcançar sete pessoas", relatou Caique.

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