Eis o que disse Mônica Waldvogel:
“Temos aqui Marcos Lisboa. É um prazer recebê-lo justamente para a gente analisar. Esses números [dados da economia brasileira] são a dura realidade. Outra, é o grande debate econômico que se instalou no Brasil. A impressão que deu é de que comemoramos a derrota do Flávio Bolsonaro, como sociedade, pela democracia, pelo não sei o quê, mas no dia seguinte a questão econômica estava posta na frente da gente. O que que a gente vai fazer? Tem uma crise contratada para 2027. Uma revisão do crescimento, que está ali entre 0,5% e 1% no ano que vem. O que já significa que o aperto será grande, inclusive na arrecadação. E aí, uma discussão que aparece sobre novas formas de controlar a taxa de juros, a grande vilã desse momento. Como você está acompanhando essa discussão, o que você acha que vai acontecer conhecendo como você conhece o presidente Lula? Afinal de contas, você trabalhou com ele no 1º governo”.
📹#vídeo “Comemoramos a derrota do Flávio”, diz jornalista da “Globo”
🗣️A jornalista Mônica Waldvogel, 70 anos, apresentadora do programa “Em Pauta”, da emissora de notícias GloboNews, disse na manhã desta 3ª feira (3.nov.2026) que comemorou “a derrota de Flávio Bolsonaro” (PL) na eleição presidencial, “como sociedade, pela democracia”. A afirmação foi feita quando Waldvogel apresentava dados econômicos e começaria uma entrevista com o economista Marcos Lisboa.
👇Assista ao vídeo:
— Poder360 (@Poder360) November 3, 2026
Na resposta, Lisboa não cita a declaração da jornalista sobre a derrota de Flávio.
O economista Disse que o governo gosta de “poção mágica” para reverter indicadores e citou um caso no 1º mandato da ex-presidente Dilma Rousseff : “A gente já tentou isso no passado. A gente tentou na gestão [Alexandre] Tombini, no governo Dilma. Baixou a taxa de juros na pancada, quando a inflação estava acima da meta. O que aconteceu? O emprego cresceu? Não. A criação de empregos continuou caindo. A economia cresceu mais? Não. A economia continuou desacelerando e a inflação subiu. Isso na véspera da crise de 2013″ .
Antes da pergunta de Waldvogel, o jornalista Léo Arcoverde mostrava dados apresentados pela Instituição Fiscal Independente sobre o impacto de algumas das medidas anunciadas pelo governo Lula, como o reajuste do Bolsa Família e o pacote para MEIs, e a previsão do deficit primário estimado para 2026 e 2027.

