O desempenho foi puxado novamente pela produção do pré-sal, que respondeu por 83,3% da produção nacional. Os campos da região também registraram produção diária recorde, de 5,1 milhões de boe/d (barris de óleo equivalente por dia), avanço de 23,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. Leia a íntegra dos dados (PDF – 6,6 MB).
A Petrobras manteve a liderança nacional na produção. Considerando sua participação como consorciada, foi responsável por 2,8 milhões de barris de petróleo por dia. Em 2º lugar ficou a britânica Shell, com 421 mil barris por dia, seguida pela estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo), que registrou produção diária de 297 mil barris nos contratos de partilha com participação da União.
PRODUÇÃO DE GÁS AVANÇA
A produção de gás natural atingiu 224 milhões de m³ (metros cúbicos) por dia, alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1,6% na comparação com agosto deste ano. Do total de gás produzido, 98,2% teve reaproveitamento por meio de reinjeções nos reservatórios, geração de energia ou entregas ao mercado.
Em setembro, 66,37 milhões de m³ por dia ficaram disponíveis ao consumo, enquanto 4,14 milhões de m³ por dia foram queimados. A queima caiu 0,4% na comparação com o mês anterior e 1,1% frente a setembro de 2025. O processo ocorre por razões técnicas ou de segurança.
REINJEÇÃO DE GÁS
A reinjeção de gás nos campos produtores foi de 132,9 milhões de m³ por dia em setembro. A taxa de reinjeção ficou em 59,34% da produção diária, o maior nível da história . Foi a 1ª vez que o volume reinjetado superou a marca dos 58% da produção total mensal.
O processo se dá por 3 razões principais:
técnica – o gás é comprimido e devolvido ao reservatório para elevar a pressão interna, o que aumenta a extração de óleo;
estrutural – o Brasil ainda enfrenta gargalos na malha de gasodutos, o que limita o escoamento da molécula até os centros consumidores;
estratégica – parte relevante do gás do pré-sal tem alto teor de CO₂, o que reduz sua atratividade comercial em comparação com o gás importado da Bolívia.
ORIGEM DA PRODUÇÃO
Os campos marítimos concentraram 98,1% da produção de petróleo e 89% da de gás natural. A Petrobras manteve posição dominante ao operar sozinha ou em consórcios. A empresa foi responsável por 87,02% do total do óleo e do gás produzidos no país em julho. A extração nacional veio de 6.759 poços, sendo 604 marítimos e 6.155 terrestres.
O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, fechou o mês como o maior produtor de petróleo e gás do país, com produção diária de 1,2 milhão de barris de petróleo e 49,99 milhões de m³/dia de gás.

