O pregão previa um contrato de 36 meses, com 202 postos de trabalho para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais . A contratação seria realizada de forma gradual, a partir de janeiro de 2027.

Segundo a administração municipal, a suspensão ocorreu após empresas interessadas na disputa apresentarem impugnações e pedidos de esclarecimento sobre as regras do edital.

A Rede Mário Gatti informou que os departamentos Jurídico e Administrativo estão avaliando possíveis alterações e que uma nova versão do edital deverá ser publicada nos próximos dias. A Prefeitura afirma que a suspensão não compromete os atendimentos à população.

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Quais unidades seriam contempladas?

A licitação prevê a contratação de equipes para as UPAs Anchieta, Campo Grande, São José e Carlos Lourenço, além do Samu 192 de Campinas.

Os 202 postos em Campinas estão distribuídos da seguinte forma:

UPA Anchieta: 58 postos;

UPA Campo Grande: 51 postos;

UPA São José: 49 postos;

UPA Carlos Lourenço: 29 postos;

Samu 192: 15 postos.

Do total previsto, 107 postos são destinados a técnicos de enfermagem, 59 a médicos, 32 a enfermeiros e quatro a assistentes sociais.

O número de postos não corresponde necessariamente à quantidade de profissionais que serão contratados. Cada posto representa uma necessidade de cobertura assistencial, e o total de trabalhadores depende das jornadas e escalas adotadas.

De acordo com o edital, a contratação busca preservar a cobertura médica já oferecida nas UPAs Anchieta, Campo Grande e São José.

Na UPA Carlos Lourenço, o objetivo é reforçar as equipes diante da redução do número de médicos do quadro próprio nos últimos anos.

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Quando os profissionais começariam a trabalhar em Campinas?

O cronograma original estabelecia o início gradual dos serviços em 10 de janeiro de 2027, com a disponibilização de profissionais para as UPAs Campo Grande e Carlos Lourenço e de equipes de enfermagem para o Samu.

As demais etapas estavam previstas para:

2 de março de 2027: início da atuação dos médicos contratados para o Samu;

24 de abril de 2027: início dos serviços na UPA Anchieta;

16 de agosto de 2027: início dos serviços na UPA São José.

Com a suspensão da licitação, ainda não há confirmação de que essas datas serão mantidas.

Por que a licitação foi suspensa?

Segundo a Rede Mário Gatti, três empresas apresentaram questionamentos sobre o edital: SANSIM, H2 Medicina e RC Gestão. Um dos principais pontos contestados é a previsão de contratar uma única empresa para fornecer profissionais às quatro UPAs e ao Samu.

A administração municipal defende que a centralização dos serviços em uma única contratada facilitaria a gestão das equipes e a transferência de profissionais entre as unidades, quando necessário.

“O principal questionamento é o fato de o pregão ser destinado à contratação de uma única empresa para as quatro UPAs e o Samu. A unificação está sendo feita para que apenas uma empresa responda pelos profissionais de todos os serviços, facilitando, assim, o remanejamento quando necessário”, informou a Rede Mário Gatti.

A Prefeitura não informou uma data exata para a retomada da disputa, mas afirmou que pretende publicar o novo edital nos próximos dias.

O valor estimado do contrato será de R$ 10,1 milhões, por dois anos (Foto: Fernanda Sunega)

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