Segundo a polícia, bets sem autorização federal usaram empresas de fachada para movimentar mais de R$ 700 milhões. As informações são do portal g1 .

No DF, a polícia faz buscas em Sobradinho, Planaltina e Ceilândia. Na capital de São Paulo, as buscas ocorrem na região da avenida Faria Lima, Consolação e Berrini. A operação também acontece em Goiás, no Paraná, no Ceará e no Rio Grande do Norte.

“As apurações apontam o uso de dezenas de empresas de fachada para receber os pagamentos, concentrar os valores e redistribuí-los entre pessoas, empresas e instituições de pagamento, inclusive com conversão em criptoativos” , diz a polícia.

Segundo o g1 , a investigação também atinge a fintech A55 Sociedade de Crédito, de São Paulo, autorizada pelo Banco Central a funcionar como sociedade de crédito direto.

“Informações financeiras relativas à instituição e a empresas do mesmo grupo indicam movimentação de cerca de R$ 1 bilhão, incluindo repasses a empresa investigada e pagamentos relacionados a casas de apostas sem autorização. Em 30 de julho de 2026, o Banco Central divulgou a intenção de cancelar a autorização de funcionamento desta fintech” , diz a polícia civil.

O Juízo das Garantias de Sobradinho, no DF, autorizou o bloqueio de contas e ativos financeiros de 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, até o limite global de R$ 3,483 bilhões, e a indisponibilidade de bens mantidos em instituições supervisionadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.

A decisão também determinou suspensão das inscrições no CNPJ e dos registros de 100 empresas e empresários individuais; proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias; e afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas.