Durigan fará uma fala na abertura do encontro, com uma visão geral do estado da economia neste momento e das medidas que sua equipe está analisando para garantir o cumprimento das metas fiscais e a manutenção dos programas sociais.
Foram convidados para a reunião, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho e Laura Carvalho.
Em sua fala, Dario Durigan vai apresentar as medidas em estudo que devem prever aumento de contingenciamento de gastos e travas no aumento de gastos obrigatórios, como saúde e educação, mas sem redução de verbas. Segundo interlocutores de Durigan, o objetivo é fazer um ajuste fiscal consistente e gradual, para garantir uma redução da taxa de juros e a manutenção no longo prazo de todas as políticas sociais do governo Lula.
A reunião acontece num momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária. Além disso, rejeitam um ajuste fiscal forte. Enquanto isso, o mercado está na espera do anúncio de medidas na área fiscal pelo governo.
Segundo um banqueiro, o mercado não quer um tesouraço, como prometeu Flávio Bolsonaro, mas um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia. Caso contrário, diz o banqueiro, o país vai conviver com crescimento baixo, falta de recursos para programas e pressões inflacionárias.
Lula e Dario Durigan

