Os dados são da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), divulgada nesta 5ª feira (5.nov.2026).

O percentual de famílias que se consideram muito endividadas caiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro. É o menor percentual desde abril, quando foi de 16,4%. O percentual das famílias que não têm esse tipo de débito ficou estável na comparação mensal, em 18,1%.

O tempo médio de atraso de dívidas apresentou retração. Passou de 65,3 dias em setembro para 65,1 dias em outubro. Segundo a CNC, esta queda se deu especialmente no período acima de 90 dias de atraso, que representou 48,8% do total.

O percentual de famílias que relataram ter mais da metade dos rendimentos vinculados às dívidas foi de 19,3% em outubro –queda de 0,1 ponto percentual ante os 19,4% de setembro.

As projeções da CNC falam em novas reduções das contas em atraso no próximo bimestre, acompanhadas pela estabilização do endividamento para as famílias conseguirem equilibrar seu orçamento.