A Câmara dos Deputados aprovou no mesmo dia a abertura de um processo de impeachment contra Peña, ainda que o presidente já tivesse apresentado sua renúncia.

Segundo o jornal ABC Color , o embasamento jurídico da convocatória aponta o artigo 202, numeral 16, em consonância com o artigo 185 da Constituição Nacional, que atribui ao Poder Legislativo a competência para aceitar ou rejeitar a renúncia do mandatário.

Mais cedo, nesta 5ª feira (5.nov), Santiago Peña anunciou , no seu perfil do X, que iria renunciar à Presidência do Paraguai. Ele deixa o posto em um momento de crise bancária, com o colapso do Ueno Bank , o maior banco digital do país.

Peña era acionista do Ueno. Foi alvo de pressão popular por suspeitas de conflito de interesses e de conivência com a crise da instituição.

Mesmo depois da renúncia, a Câmara de Deputados do Paraguai aprovou o processo de impeachment contra Peña; 78 congressistas votaram a favor. Agora, o Senado precisa decidir se prossegue com o processo de destituição ou se aceita a renúncia do mandatário.

Por outro lado, a Câmara rejeitou , por 48 votos a 30, o pedido de julgamento político ao vice-presidente da República, Pedro Alliana (Partido Colorado, direita). O caso foi arquivado.

Com a saída de Peña, Alliana deve assumir a Presidência do Paraguai .