A avaliação do governo brasileiro é de que a crise no Paraguai está sendo resolvida por vias constitucionais e, portanto, não há riscos imediatos. O Ministério da Relações Exteriores acompanha a situação para o caso de surgirem dificuldades no curso do processo.

A Câmara dos Deputados do país aprovou por unanimidade o julgamento de impeachment contra o mandatário –mesmo com a sua renúncia. Os opositores ao governo defendem que Peña seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado.

CRISE NO PARAGUAI

Santiago Peña anunciou nesta 5ª feira (5.nov.2026) sua renúncia ao cargo. A decisão foi anunciada depois do colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país, o que fez com que parte dos congressistas do país pedissem o impeachment do presidente.

A Câmara dos Deputados do país aprovou por unanimidade o julgamento de impeachment contra o mandatário –mesmo com a sua renúncia. Os opositores ao governo defendem que Peña seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado.

O político assumiu o governo do Paraguai em 2023. Foi acionista do Grupo Vázquez , controlador do banco, até março de 2025.

Senadores da oposição solicitaram a convocação de uma sessão extraordinária do Senado para tratar exclusivamente do julgamento de Peña. O pedido foi apresentado depois de a Câmara aprovar a acusação contra o presidente e solicita que a Casa Alta exerça suas atribuições constitucionais no processo.

Agora, o nome mais provável para assumir a presidência do país é o vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado). A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou o pedido de impeachment contra ele.