Lula disse que o governo vai provar que os recursos foram usados “com a maior dignidade do mundo” . Afirmou que a gestão é coordenada pelo BNDES.
O presidente citou o fundo ao falar da COP31 , para a qual embarca na 2ª feira (9.nov). Disse que o Brasil chega à conferência como “o país mais estruturado e mais preparado” para tratar do clima.
Antes, cobrou dos países ricos que cumpram o que prometem em cada COP. Segundo Lula, as nações desenvolvidas anunciam bilhões de dólares que depois não pagam.
O Fundo Amazônia entrou como contraponto. O presidente o apresentou como exemplo de aplicação correta de recursos internacionais.
Criado em 2008, o fundo é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e administrado pelo BNDES. Apoia projetos de monitoramento da floresta, combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável. Os recursos vêm de doações voluntárias, aplicadas de forma não reembolsável.
Retomada em 2023
O fundo ficou congelado, sem financiar projetos nem receber doações, por falta dos comitês estabelecidos em contrato. A governança foi retomada em 2023, no atual governo.
Desde então, a média anual de aprovações passou de cerca de R$ 300 milhões, entre 2009 e 2018, para R$ 1,3 bilhão.
Entre 2023 e maio de 2026, o fundo arrecadou R$ 2,6 bilhões em doações de 8 países e da União Europeia. Aprovou quase R$ 4,3 bilhões em projetos.
Segundo o BNDES, o mecanismo soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados.
O fundo já beneficia mais de 650 organizações, 169 terras indígenas, 192 unidades de conservação e 260 mil pessoas. O governo afirma que 75% dos municípios da Amazônia Legal têm projetos.
Um dos principais é o Restaura Amazônia, que destina R$ 450 milhões à recuperação do sul e sudeste da floresta. Em junho de 2026, Lula oficializou o repasse de R$ 393 milhões a projetos do programa.
Na mesma fala, Lula citou “o fundo” que o Brasil prometeu e agora apresenta, sem dar o nome. Ele se referia ao TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) , que o governo quer ampliar na COP31. As contribuições prometidas chegam a US$ 7,8 bilhões, de US$ 10 bilhões necessários até o fim do ano.
Lula passará bastão na COP31 e buscará continuidade climática

