“Acho que eles levarão de 25 a 30 anos para reconstruir o país. Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve” , declarou.

A declaração foi dada durante entrevista a jornalistas na Casa Branca , quando Trump detalhava o cenário do bloqueio militar promovido pelos EUA e o controle das rotas marítimas estratégicas, como o estreito de Ormuz. Apesar de classificar as ações norte-americanas na região como um sucesso de contenção e comparar a situação a uma “ocupação” , o presidente deixou claro que o destino militar do Irã depende de uma rendição formal dos planos nucleares do país.

Ao ser questionado sobre propostas de mediação internacional que estariam sendo analisadas pelo Irã quanto ao seu programa nuclear, Trump desdenhou das negociações conduzidas por terceiros e reiterou que o governo iraniano não tomará nenhuma decisão sem o aval dos EUA: “Não importa o que eles estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear. Eles sabem disso e eu também” .

Trump argumentou que as operações dos EUA garantiram a livre circulação do fluxo de petróleo em Ormuz e minimizaram as baixas de soldados americanos –o que usou como justificativa para defender a eficácia da sua estratégia militar em comparação com conflitos históricos dos EUA, como as guerras do Vietnã e do Afeganistão.

Apesar de não descartar a possibilidade de um acordo diplomático, o presidente manteve o tom de ultimato. Segundo ele, os EUA estão “prontos e carregados” para avançar para uma fase ainda mais destrutiva caso considerem necessário “certificar” que o Irã nunca mais represente uma ameaça.