De acordo com a portaria, as áreas técnicas do Ministério da Saúde terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento na rede pública. A medida entrou em vigor na data de sua publicação. Leia a íntegra (PDF – 136 KB).
A decisão foi assinada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri. O relatório de recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) sobre o medicamento está disponível no site do órgão.
A colangite biliar primária é uma doença autoimune crônica e rara que afeta o fígado. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca as células dos pequenos ductos biliares, canais responsáveis por transportar a bile produzida pelo fígado até o intestino. Esse processo provoca inflamação e destruição progressiva desses canais, dificultando a passagem da bile e causando seu acúmulo no fígado.
Com a evolução da doença, o acúmulo de bile pode provocar lesões nas células hepáticas, levando à formação de cicatrizes no tecido do fígado (fibrose) e, em casos mais avançados, à cirrose e à insuficiência hepática. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço persistente, coceira na pele, boca e olhos secos e desconforto abdominal. Em alguns pacientes, a doença pode permanecer sem sintomas por anos e ser identificada em exames de sangue.
A colangite biliar primária atinge principalmente mulheres, sobretudo a partir dos 40 anos. Embora não tenha cura, o tratamento busca controlar a evolução da doença, reduzir os danos ao fígado e evitar complicações. A incorporação do bezafibrato ao SUS amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para os pacientes com a condição.

