A Lojas Renner apresentou resultados fracos no 3T, com SSS e lucro líquido abaixo das estimativas, na avaliação da XP Investimentos. O SSS ficou em -2,5%, ou -1,8% em vestuário, ante nossa estimativa de -0,5%, desacelerando em relação ao 2T (+0,5%) e abaixo do SSS de vestuário da CEAB (+1,0%).
Em rentabilidade, a margem bruta de vestuário foi uma surpresa positiva, em 56,5%, alta de 30 p.b. na base anual e acima dos 56,0% da C&A, mas o EBITDA ajustado consolidado ficou apenas em linha com a estimativa da XP devido à desalavancagem operacional, ajudado por menores provisões de PPR/ILP.
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Para o BBI, a Lojas Renner apresentou resultados desanimadores, marcados por uma queda de 2,5% nas vendas nas mesmas lojas (SSS), impactadas por um cenário macroeconômico mais difícil e maior concorrência.
Diante desse cenário, a empresa descontinuou o seu “guidance” de crescimento de receita para 2026 e 2027-2030, embora a projeção de abertura de 50 a 60 lojas para 2026 permaneça. Apesar das vendas fracas, a companhia entregou uma execução positiva nas margens, com a margem bruta atingindo 55,5%, e um rígido controle de despesas. A geração de caixa continuou sendo um destaque, somando R$ 392 milhões no trimestre, com grande parte destinada à remuneração dos acionistas.
Já o Goldman Sachs avalia que os resultados da Lojas Renner foram fracos, com queda de 1,8% nas vendas mesmas lojas de vestuário na comparação anual, ante recuo de 0,9% estimado pelo banco. A receita do varejo caiu 2%, pressionada por um ambiente de consumo mais desafiador, pela intensificação da concorrência de plataformas internacionais e pela Copa do Mundo da Fifa no início do trimestre.
A margem bruta do varejo foi um destaque positivo, avançando 0,4 ponto percentual na comparação anual, para 55,5%, com ganhos de eficiência operacional e câmbio favorável mais do que compensando a maior intensidade promocional.
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Assaí ( ASAI3 )
O Assaí reportou resultados fracos no 3T, amplamente em linha no nível operacional, mas com lucro líquido abaixo do esperado pela XP Investimentos. A receita ficou ligeiramente abaixo da estimativa, com SSS de -0,2%, incluindo efeitos de calendário, desacelerando ao longo do trimestre, especialmente em setembro, uma vez que os consumidores de baixa renda continuam pressionados.
O EBITDA ajustado ficou 0,7% abaixo da nossa estimativa, com margem estável na comparação anual em 5,7%, uma vez que os ganhos de margem bruta compensaram a desalavancagem operacional. Um resultado financeiro mais pesado do que o esperado levou o lucro líquido reportado a R$427 milhões, 8% abaixo da nossa estimativa, enquanto o lucro líquido ajustado, excluindo créditos de PIS/COFINS, atingiu aproximadamente R$170 milhões, cerca de 12% abaixo da nossa estimativa.
Pelo lado positivo, Segundo a XP, a geração de caixa permaneceu sólida e a desalavancagem continuou.
O BBI, por sua vez, considera o trimestre como fraco, porém alinhado às expectativas, o que não deve provocar grandes revisões de estimativas. A aceleração das vendas em outubro e a melhora na geração de caixa são fatores atenuantes, reforçando a resiliência do varejo alimentar frente a outros setores discricionários em um cenário macroeconômico desafiador.
O Goldman Sachs avalia que o Assaí apresentou resultados em linha com as expectativas, com vendas mesmas lojas próximas da estabilidade e margens consistentes com os trimestres anteriores. O Ebitda também ficou alinhado às estimativas.
Como destaque positivo, as vendas mesmas lojas aceleraram para 3,9% em outubro, impulsionadas pela campanha de aniversário e pela melhora do tíquete médio e do fluxo de clientes.
Vivara ( VIVA3 )
A XP Investimentos avalia que a Vivara ( VIVA3 ) apresentou resultados fracos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com Ebitda ajustado 12% abaixo da estimativa da corretora. O desempenho foi pressionado pela moderação no repasse de preços em meio à queda do ouro, que afetou a receita da divisão de joias.
As vendas brutas cresceram 8% na comparação anual, em linha com as projeções, mas com desaceleração expressiva em Joias, de 12% no 2T26 para 2% no 3T26. A Life, por outro lado, acelerou o crescimento para 10%, alta de 5 pontos percentuais na comparação trimestral, impulsionada exclusivamente pelos canais digitais e pela expansão da rede. Nas lojas físicas, as vendas mesmas lojas desaceleraram para 4%, ante 4,3% no trimestre anterior.
A margem bruta ficou significativamente abaixo das estimativas, mesmo excluindo efeitos não recorrentes, enquanto as despesas com vendas também superaram as projeções. Com isso, o Ebitda ajustado recuou 24% na comparação anual.
Embora a companhia considere temporária a pressão sobre os mark-ups, a XP destaca que a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será o principal ponto de atenção. A administração afirmou que implementou aumentos de preços nos últimos meses e que adota uma estratégia de precificação dinâmica.
O Bradesco BBI avalia que balanço foi negativo, frustrando as expectativas de crescimento e rentabilidade. Embora a reaceleração da marca Life e a eficiência de estoques sejam pontos positivos, a dinâmica do preço do ouro e a canibalização da marca Vivara preocupam.
Para Goldman Sachs, embora parte da frustração nos resultados de lucro bruto e Ebitda seja explicada por uma base de comparação mais difícil, incluindo a redução das receitas de subvenções, a margem bruta também foi pressionada pela diminuição dos mark-ups tanto em joias quanto na Life, segmento de produtos de prata. A margem bruta recuou 3,5 pontos percentuais na comparação anual.
Além disso, o aumento das despesas com pessoal e marketing ampliou a pressão sobre as despesas operacionais.
Com isso, a margem Ebitda ajustada, antes dos efeitos do IFRS, caiu 6,6 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025, ante queda de 4,3 pontos percentuais projetada pelo Goldman Sachs. O Ebitda absoluto ficou 14% abaixo da estimativa do banco.
Grendene ( GRND3 )
A Grendene ( GRND3 ) teve lucro líquido ajustado de R$ 150,984 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18,2% ante o terceiro trimestre de 2025.
A receita líquida somou R$ 742,131 milhões no período, baixa de 2,4% em base anual, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 133,692 mil, recuo de 6,2%.
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