Quem pensou que a política americana daria uma trégua depois das eleições presidenciais ainda não conhece as midterms. Realizadas na metade do mandato presidencial, as eleições de meio de período funcionam como uma espécie de avaliação do governo. E, desta vez, Donald Trump não saiu muito bem da prova.
Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, além de avançarem na disputa pelos governos estaduais. O resultado muda o equilíbrio de forças em Washington e representa um recado dos eleitores ao presidente republicano.
Na prática, Trump continua na Casa Branca, mas terá mais dificuldade para aprovar projetos, conduzir o orçamento e colocar suas propostas em prática. A oposição também ganha força para fiscalizar o governo e abrir investigações.
E nós, com isso?
Embora democratas e republicanos defendam, acima de tudo, os interesses dos Estados Unidos, suas diferenças podem chegar até aqui. Decisões sobre tarifas de importação, comércio internacional, meio ambiente e relações diplomáticas afetam diretamente países como o Brasil.
Uma mudança na política comercial americana, por exemplo, pode atingir empresas brasileiras que exportam para os EUA. Já decisões econômicas podem influenciar o dólar, os investimentos e até os preços de produtos que consumimos.
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Isso não significa que a vitória democrata seja automaticamente boa para o Brasil. O presidente continua tendo poderes importantes na política externa, e os interesses americanos seguem em primeiro lugar, independentemente da cor partidária.
Para os democratas, a vitória também abre caminho para recuperar protagonismo e preparar a próxima disputa presidencial, em 2028. Moral da história: escolher o presidente é só o primeiro capítulo. Até nos Estados Unidos, depois da eleição, a política continua dando trabalho!
Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: Conteúdo IA
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