A morte do jogador de futebol Bismarck, de 36 anos, pode ter sido motivada por ciúmes, segundo informações preliminares da Polícia Civil. O atleta foi baleado na madrugada desta sexta-feira (6) em um bar no Beco da Lama, no Centro de Natal. Outra pessoa também foi atingida pelos disparos.
De acordo com a polícia, Bismarck estava com amigos quando houve um desentendimento com um homem, supostamente motivado por ciúmes. O suspeito teria deixado o local e retornado em seguida, atirando contra as duas pessoas.
Jogador de futebol é morto a tiros em Natal
Pai de Bismarck relembra sonho não realizado de vê-lo jogar no ABC
'Era um menino bom, muito querido', diz pai de jogador
As vítimas foram socorridas para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Bismarck não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A outra pessoa baleada recebeu atendimento médico. O caso é investigado pela Polícia Civil.
“Era um menino bom, muito querido da gente”, disse Ailton Lucas do Nascimento, pai do jogador, ao relembrar a trajetória do filho.
Jogador Bismarck foi morto a tiros em Natal
Ailton contou que soube que Bismarck havia sido baleado por volta de 1h30. Ele estava dormindo quando a esposa recebeu uma ligação informando que o filho tinha sido atingido e estava no hospital.
Um dos irmãos do jogador foi até a unidade de saúde para levar os documentos, mas voltou com a notícia da morte. “Ligaram para a minha mulher dizendo que ele tinha levado um tiro, aí estava no hospital. Quando chegou, disse que ele tinha falecido”, relatou Ailton.
Trajetória no futebol
Natural de Natal, Bismarck deixou a cidade aos 11 anos para tentar a carreira no futebol. O primeiro clube foi o Fortaleza, onde permaneceu até os 20 anos. Ao longo da trajetória, também passou por equipes como Botafogo-PB, Campinense, CSA, Santa Cruz, Vila Nova e Globo, do Rio Grande do Norte, além de clubes do Piauí e do exterior.
Pelo Fortaleza, conquistou títulos do Campeonato Cearense. Em 2013, foi campeão da Copa do Nordeste pelo Campinense. Também atuou pelo Espérance de Tunis, da Tunísia.
O pai lembrou que o filho começou a jogar ainda criança e que a família sempre apoiou o sonho de se tornar atleta.
“Ele era pequeno, carequinha. Eu mandava no peito, ele chutava, cabeceava. A gente deixou ele para o campo, ele passou o dia todo jogando bola lá”, contou.
Ailton disse que acompanhava os jogos do filho pela televisão e sentia orgulho da trajetória construída desde a infância.
“Muito orgulho. Quando ele ia jogar a bola, fazia gol, dava muita alegria para a gente. A gente assistia muito ele na televisão jogando”, afirmou.
Sonho de jogar em Natal
Apesar de ter construído carreira em clubes de diferentes estados e também no exterior, Bismarck ainda tinha o desejo de defender uma equipe da capital potiguar. Em 2016, em entrevista ao GloboEsporte.com, o jogador já havia falado sobre a vontade de jogar por um time de Natal.
O pai torcia pelo ABC, enquanto a mãe era torcedora do América-RN. Ailton contou que gostaria de ver o filho vestindo a camisa do Alvinegro e acompanhá-lo de perto no estádio.
“Eu queria que ele jogasse para o ABC, para ver a torcida gritando o nome dele”, disse.
Bismarck deixa três filhos, de 16, 7 e 3 anos, segundo o pai. A morte do jogador também provocou comoção na comunidade do Passo da Pátria, onde ele cresceu e mantinha vínculos.
Ailton afirmou que espera que o responsável pelo crime seja identificado e preso. “Quanto mais rápido pegar ele, melhor”, declarou.

