REUTERS/Maria Alejandra Cardona

Em uma sinalização de endurecimento de seu governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que nomeou como seu novo chefe de gabinete Stephen Miller, um dos políticos mais linha-dura de seu governo.

Miller, que era vice-chefe de gabinete, substituirá Susan Willes, uma das assessoras mais próximas do presidente dos EUA e a grande coordenadora de sua campanha. Trump anunciou ainda que Willes migrará para o braço da organização política do republicano, fora da Casa Branca.

O novo chefe de gabinete é autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão de Donald Trump, de 2016 a 2020. É dele a autoria da construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, uma das grandes marcas do primeiro governo Trump.

O muro começou a ser construído, mas não foi concluído.

'Organizadora do caos'

Wiles foi o primeiro nome anunciado por Trump para compor a equipe de seu segundo mandato.

Ela se autointitula "organizadora do caos" e tem um perfil "low profile". Susie foi uma das responsáveis por levar Trump ao poder em 2016 e ajudou a limpar o nome do republicano em 2021, após apoiadores invadirem o Capitólio no dia 6 de janeiro daquele ano.

Foi dessa forma que ela se tornou uma das pessoas do círculo de máxima confiança de Trump.

Susie é amplamente reconhecida, tanto dentro quanto fora do círculo íntimo de Trump. Ela evitou os holofotes durante a campanha e se recusou a discursar enquanto Trump celebrava a vitória nas eleições.

Apenas recentemente ela foi o pivô de uma polêmica na Casa Branca. Um artigo de dezembro de 2025 da revista "Vanity Fair" com suas falas causou constrangimento ao presidente e a seus secretários.

Em uma de suas falas mais fortes, ela disse que Trump, apesar de não beber, tinha "personalidade de alcoólatra" e um desejo de vingança contra quem ele considera seus inimigos.

Esta reportagem está em atualização.