Brinquedos quebrados e enferrujados, traves com risco de queda, lixo acumulado e iluminação precária estão entre os problemas denunciados por frequentadores da Praça do Skate, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

Segundo moradores, a falta de manutenção compromete a segurança de crianças e adultos que utilizam o espaço de lazer. (Assista acima)

O g1 procurou a prefeitura de Maceió, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

A TV Asa Branca Alagoas apurou que nas quadras esportivas, os sinais de deterioração são visíveis. Uma das traves está danificada e outra foi improvisada com madeira, corda e uma estrutura com ferragens expostas. A tabela de basquete está enferrujada e sem cesta. O coreto também apresenta danos no piso e no teto.

Praça do Skate

A babá Isilane Maria, que frequenta a praça diariamente, reclama das condições dos brinquedos e teme que as crianças sofram acidentes. "Precisa de manutenção. Precisa prestar mais atenção, principalmente pelas crianças,", afirmou.

Uma frequentadora relatou que uma das traves já caiu e disse ter medo de que a estrutura atinja crianças durante as partidas de futebol.

Além dos equipamentos danificados, moradores reclamam da grama seca, do descarte irregular de lixo e da falta de iluminação adequada. Segundo uma frequentadora, o local fica mais escuro e inseguro a partir das 20h.

Outro problema apontado é a dificuldade de acesso aos banheiros. Os equipamentos químicos disponíveis são mantidos por comerciantes da praça e, segundo os frequentadores, só podem ser utilizados por quem consumir nos food trucks. Sem acesso livre aos banheiros, algumas pessoas acabam utilizando uma árvore da praça para urinar, provocando mau cheiro.

A ocupação de parte do espaço por mesas e cadeiras dos estabelecimentos também é alvo de reclamações, já que, segundo moradores, prejudica a circulação de pedestres.

Disputa pelo uso da água

Estruturas enferrujadas na praça do skate, em Maceió.

A utilização de um poço e de uma caixa d'água da praça também gera reclamações. Uma moradora acusa um comerciante de controlar o abastecimento e impedir que a água seja utilizada para irrigar os jardins.

Segundo ela, a estrutura deveria atender à manutenção da área verde, mas a vegetação permanece seca. A mulher afirma que, desde 2018, leva galões de água no próprio carro para regar as plantas.

O comerciante nega irregularidades e afirma que encontrou o poço desativado há cerca de 17 anos. Segundo ele, os comerciantes investiram aproximadamente R$ 4 mil para recuperar o equipamento e continuam arcando com os custos de manutenção.

A Prefeitura de Maceió foi procurada pela equipe de reportagem para esclarecer as reclamações sobre a manutenção da praça, mas não havia respondido até a exibição da matéria.