Ao relembrar os bastidores daquelas gravações, o músico revelou como era a dinâmica com Michael. Ele contou que, por trás de toda a aura do estrelato, havia um artista extremamente profissional, colaborativo e dedicado.

Jovem e na faixa dos 20 e poucos anos, Lukather admitiu que, na época, agia como um “garoto petulante e sabichão”, mas que era difícil se comportar assim diante de Jackson, pois o Rei do Pop impressionava por seu conhecimento de música e da rotina em estúdio.

Steve Lukather, do Toto, em 2025 – Foto: Brittany Long / WireImage via Getty Images

Apesar do tom descontraído nos bastidores, o guitarrista destacou à Guitar Player (via Ultimate Guitar ) que Michael mantinha uma postura totalmente dedicada e comprometida:

“Michael era um profissional. E o Quincy (Jones) era um excelente produtor e diretor; ele tinha um ótimo ouvido para músicas e escalava os caras certos para as músicas certas.”

No aspecto criativo, a parceria surpreendeu Lukather pela abertura que Michael dava aos músicos. O guitarrista detalha que o Rei do Pop era colaborativo e valorizava a opinião alheia:

“Ele era muito colaborativo. Queria minha opinião. E o Quincy via isso com bons olhos. O Michael também era engraçado, cara. A linguagem corporal dele deixava claro se ele gostava de uma parte ou não. Ele começava a dançar.”

As contribuições de Steve Lukather para Michael Jackson

Steve Lukather acabou participando ativamente de arranjos importantes no disco, criando a levada de “Human Nature” e gravando bases de guitarra e baixo em faixas como “Beat It” . Ele recorda:

“Em músicas como ‘Human Nature’ , o Quincy dizia: ‘Dá um toque de funk para mim, cara. Preciso que isso toque nas rádios de R&B’. Inventei aquela parte na hora, e foi isso que acabou tocando no rádio.”

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