Um dos primeiros marcos dessa trajetória foi Outlaws , lançado pela LucasArts em 1997, que recebeu dublagem em português brasileiro. Na época, localizar completamente as vozes de um jogo ainda era uma iniciativa pouco frequente.
A situação começou a mudar nas décadas seguintes, especialmente com o crescimento do mercado brasileiro e a chegada de grandes produções totalmente localizadas.
De Kratos a Geralt: as vozes que marcaram os games
A expansão da dublagem trouxe personagens que passaram a ser associados às vozes de atores brasileiros.
Em God of War , Ricardo Juarez assumiu a interpretação de Kratos a partir de God of War: Ascension , em 2013, e retornou no jogo de 2018. Já The Last of Us contou com Luiz Carlos Persy como Joel e Luiza Caspary como Ellie.
Outros exemplos incluem Sérgio Moreno como Geralt em The Witcher 3 , Tatiane Keplmair como Aloy em Horizon Zero Dawn e Wendel Bezerra como Markus em Detroit: Become Human .
Em produções mais recentes, como Cyberpunk 2077 , a localização brasileira também passou a acompanhar narrativas extensas, com numerosos personagens e diálogos.
Dublar um jogo vai além de traduzir
O trabalho envolve tradução, adaptação de roteiro, direção e interpretação. Diferentemente de filmes, os atores nem sempre recebem as cenas completas como referência, o que pode tornar o processo mais complexo.
Além da imersão, a dublagem amplia a acessibilidade linguística, permitindo que jogadores acompanhem histórias sem depender exclusivamente de legendas ou do conhecimento de outros idiomas.
De Outlaws aos grandes RPGs contemporâneos, a evolução da dublagem mostra como o português brasileiro deixou de ser uma exceção para se tornar parte importante da experiência de jogar.
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