O montante, segundo a companhia, considera o “enterprise value” , ou Valor da Empresa, e pode sofrer ajustes relacionados à dívida líquida e ao capital de giro da CSN Cimentos até a data de fechamento do negócio. A transação inclui a alienação da totalidade das ações da empresa ao grupo chinês. Leia a íntegra do Fato Relevante (PDF – 233 kB).

“A transação constitui uma etapa importante na estratégia da Companhia voltada à redução do seu endividamento e o equacionamento da sua estrutura de capital” , disse a CSN no comunicado.

Segundo a empresa, a transação ainda precisa passar pela análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e obter a anuência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), além da aprovação regulatória por parte das autoridades chinesas. A companhia não informou quando o negócio deve ser concluído.

A venda integra uma estratégia da CSN para reduzir seu endividamento. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 773 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 494,6% em relação às perdas de R$ 130 milhões registradas no mesmo período do ano passado. Em julho, divulgou estimativa de prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão para o 1º semestre.

A CSN é a 2ª maior exportadora de minério de ferro do Brasil, atrás apenas da Vale, e figura entre as maiores vendedoras globais do setor. A companhia também atua nos segmentos de siderurgia, logística e energia. A CSN Cimentos, subsidiária de produção de cimentos e materiais de construção, é a 2ª maior produtora de cimentos do país.

O Huaxin Building Materials Group é uma empresa multinacional de origem chinesa especializada na fabricação de materiais de construção. É um dos maiores grupos globais do setor e atua em produção de cimento, concreto, coprocessamento de resíduos e engenharia de equipamentos.