O levantamento, divulgado nesta 5ª feira (5.nov.2026), indica que a indústria encerrou setembro praticamente no mesmo patamar do início do ano. A perda acumulada desde maio anulou a maior parte dos ganhos anteriores, apesar de o setor ainda registrar crescimento de 0,4% na comparação dos 9 primeiros meses de 2026 com igual período de 2025. Eis a íntegra (PDF – 2 MB).

O movimento representa uma mudança na trajetória da atividade industrial. Depois de avançar no 1º quadrimestre, o setor passou a apresentar resultados predominantemente negativos, sem conseguir sustentar a expansão inicial.

A sequência de retrações também se refletiu na tendência da produção. A média móvel trimestral, indicador que reduz oscilações pontuais, manteve trajetória descendente desde maio.

A perda de ritmo é relevante para a economia porque a indústria participa de diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a fabricação de insumos até a oferta de máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas.

O enfraquecimento da atividade também pode afetar as decisões de investimento e a demanda por produtos e serviços associados à produção industrial.

Os dados mostram que o desempenho positivo do início do ano não foi suficiente para sustentar uma trajetória contínua de crescimento.

A evolução da produção nos próximos meses será importante para determinar se a indústria conseguirá recuperar parte das perdas acumuladas desde maio ou encerrará 2026 com crescimento próximo da estabilidade.

QUEDA ATINGE 17 SETORES

A retração de setembro foi disseminada entre as atividades industriais. Dos 25 ramos pesquisados pelo IBGE, 17 registraram queda na comparação com agosto.

Entre as 4 grandes categorias econômicas, 3 apresentaram resultados negativos. Leia quais:

Bens de capital – -1,9%;

Bens intermediários – -0,7%;

Bens de consumo duráveis – 0,7%;

Bens de consumo semi e não duráveis – -1,2%.