Um vídeo gravado por uma câmera de segurança na Rua José Pinto Vieira, em Vila Velha, Grande Vitória, registrou o momento em que o cabo da Polícia Militar Bernardo Menezes Coutinho agrediu uma mulher com socos após uma discussão motivada por divergências políticas (assista acima). Com o golpe, ela quebrou o nariz.
O vídeo mostra Bernardo na rua, descalço e sem camisa, acompanhado de um homem que tenta segurá-lo para impedir que ele agrida a mulher. As agressões aconteceram durante a confusão.
Em outro momento, o policial aparece dando socos no rosto da administradora, enquanto pessoas que estavam próximas tentam separar os dois e interromper as agressões. Ao fundo, é possível ouvir gritos de pessoas pedindo que o cabo pare.
As imagens também mostram pessoas ajudando a mulher a se levantar e tentando afastar o policial. Mesmo assim, Bernardo consegue segurá-la pelos cabelos e dá outro soco.
Nesta quinta-feira (5), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) proibiu o policial de portar arma e determinou que ele mantenha uma distância mínima de 200 metros da vítima.
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A confusão começou em um bar, no bairro Itapoã, onde o cabo e a vítima, uma administradora de empresas de 43 anos, discutiram por divergências políticas.
Segundo testemunhas, a mulher fez um comentário em comemoração ao resultado das eleições presidenciais de 2026. A fala teria sido o estopim para as agressões.
Vídeo mostra momento em que policial militar dá soco e quebra nariz de mulher durante briga por política em Vila Velha
A Polícia Militar do Espírito Santo informou, em nota, que tomou conhecimento do caso e que a Corregedoria da Corporação fará o acompanhamento. A instituição afirmou ainda que a conduta do policial será avaliada com base no Código de Ética e Disciplina da PMES (veja a nota na íntegra abaixo).
"A Polícia Militar informa que tomou conhecimento do fato e que, por meio de sua Corregedoria, realizará o devido acompanhamento.
A Instituição esclareceu que, por não se tratar de fato abrangido pelo Código Penal Militar, a investigação criminal não é conduzida pela PM. As medidas protetivas determinadas pela Justiça serão cumpridas e acompanhadas pela Corporação.
"A conduta do policial militar será avaliada à luz do Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), observados os procedimentos legais e administrativos cabíveis" disse a corporação.
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