O esquema de corrupção na prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, revelado nesta sexta-feira (6) na Operação Alvará II, era operado por um secretário municipal, dois fiscais e um arquiteto particular, segundo a investigação. O grupo é investigado por cobrar propina para liberar alvarás de obras no município.

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Nogueira, detalhou as investigações após o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão em São José, Palhoça e Florianópolis.

Um fiscal atuava na Secretaria de Urbanismo e outro na Vigilância Sanitária. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelas autoridades.

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"O esquema era basicamente cobrança de propina, suborno, popularmente dito, para facilitar a expedição de alvará de construção e outros tipos", disse o delegado-geral. Os valores, em geral, variavam de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

A investigação apura a existência de uma associação criminosa. Segundo a polícia, um dos alvos era o principal articulador do esquema, intermediando interesses privados perante diferentes setores da administração municipal.

Procurada, a prefeitura de São José afirmou que trabalha em conjunto com a Polícia Civil no levantamento de informações e, prezando pela transparência, se manifestará sobre o assunto assim que tiver acesso às informações complementares.

Prefeitura de São José é alvo de operação da Polícia Civil contra corrupção e favorecimento privado

Cristiano Gomes/NSC TV

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