Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (6.nov.2026) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A redução das vendas de carne bovina contribuiu para o desempenho negativo das exportações brasileiras à China, apesar do crescimento de 20% nas vendas externas totais do país em outubro.
As exportações de carne bovina para a China somaram US$ 292,49 milhões no mês. O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, apontou o esgotamento da cota de importação chinesa como um dos fatores que influenciaram a queda, conforme relato apresentado sobre a divulgação dos dados.
Outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira também registraram retração. As vendas de minério de ferro para a China diminuíram 32,8%, para US$ 1,34 bilhão, enquanto as exportações de soja caíram 16,8%, para US$ 2,21 bilhões.
Em sentido contrário, as exportações de petróleo bruto ao mercado chinês cresceram 44,4%, com acréscimo de US$ 812,3 milhões em relação a outubro de 2025. O avanço compensou parte das perdas registradas nos demais produtos.
COMÉRCIO CRESCE NO ANO
Apesar da queda das exportações em outubro, a corrente de comércio entre Brasil e China cresceu 10,3% de janeiro a outubro de 2026, alcançando US$ 159,25 bilhões.
O indicador considera a soma das exportações e importações realizadas entre os 2 países.
As importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 17,1% em outubro, com acréscimo de US$ 1,1 bilhão em relação ao mesmo mês de 2025.
No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, o comércio bilateral com a China superou o fluxo registrado com os Estados Unidos, de US$ 68,62 bilhões, e com a União Europeia, de US$ 92,40 bilhões.
A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro, alta de 39,4% na comparação anual. No acumulado de janeiro a outubro, o saldo positivo alcançou US$ 71,04 bilhões.

