Nesta 6ª feira (6.nov.2026), Appy esclareceu que a mudança seria restrita à CBS e não afetaria o cronograma do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), cuja transição está prevista para começar em 2029.

“De fato estou defendendo o prolongamento do período de teste até o final de 2027. Só para a CBS. O prazo de 2029 para o início da transição para o IBS está mantido”, declarou.

A manifestação confirma as declarações dadas por Appy ao UOL , em entrevista publicada nesta 6ª feira (6.nov), na qual afirmou que o cronograma original foi otimista e que ainda há questões operacionais pendentes, como a conclusão de sistemas e a publicação da 2ª versão do regulamento.

A proposta contraria a posição do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que reafirmou na 5ª feira (5.nov) a manutenção do calendário da reforma tributária, com início da cobrança da CBS em 1º de janeiro de 2027.

O governo admite flexibilizar prazos para o cumprimento de obrigações acessórias, mas resiste a adiar a entrada em vigor do novo tributo.

A pressão pelo adiamento aumentou nesta semana, depois de entidades como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) manifestarem preocupação com a preparação das empresas e os riscos operacionais da transição.

A CBS substituirá tributos federais sobre o consumo, principalmente PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Já o IBS substituirá gradualmente o ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias), estadual, e o ISS (Imposto sobre Serviços), municipal, com transição prevista de 2029 a 2033.